
terça-feira, 13 de julho de 2010
INVERSÃO DE VALORES

terça-feira, 6 de julho de 2010
PAIS REFÉNS
Atualmente é assim... os pais têm tanto medo das drogas, da violência do suicídio, entre outras questões que acabam concedendo tudo, ou quase, aos seus filhos. Intrigante pensar até onde estes pais pensam ou querem chegar, se é que vão chegar.
Educar um filho é muito mais do que simplesmente conceder tudo quanto eles querem, aliás dizer não é a melhor educação que se pode oferecer.
PEDIDOS DE UMA CRIANÇA (Chalita, 2001)
- Não tenham medo de ser firmes comigo. Prefiro assim. Isso faz com que eu me sinta mais seguro.
- Não me estraguem. Sei que não devo ter tudo que peço. Só estou experimentando vocês.
-Não deixem que eu- adquira maus hábitos. Dependo de vocês para saber o que é certo ou errado.
- Não me corrijam com raiva nem o façam na presença de estranhos. Aprendo muito mais se falarem com calma e em particular.
-Não me protejam das conseqüências dos meus erros. Às vezes, eupredso aprender pelo caminho mais áspero.
- Não levem muito a sério as minhas pequenas dores. Necessito delas para obter a atenção que desejo.
—Não sejam irritantes ao me corrigir; se assim fizerem, eu provavelmente farei o contrário do que pedem.
- Não façam promessas que não poderão cumprir, lembrem-se de que isso me deixará profundamente desapontado.
- Não ponham muito à prova a minha honestidade. Sou facilmente tentado a dizer mentiras.
- Não me mostrem Deus carrancudo e vingativo; isso me afastará Dele.
- Não desconversem quando faço perguntas, senão procurarei na rua as respostas que não tive em casa.
-Não me mostrem pessoas perfeitas e infalíveis. Ficarei muito chocado quando descobrir nelas algum erro.
- Não digam que não conseguem me controlar. Eu julgarei que sou mais forte que vocês.
-Não digam que meus termos são bobos, mas ajudem-me a compreendê-los.
- Não me tratem como pessoa sem personalidade. Lembrem-se de que tenho meu próprio jeito de ser.
-Não me apontem continuamente os defeitos das pessoas que me cercam. Isso criará em mim um espírito intolerante.
- Não se esqueçam de que eu gosto de experimentar as coisas por mim mesmo. Não queiram me ensinar tudo.
- Nunca desistam de ensinar o bem, mesmo que eu pareça não estar aprendendo. No futuro vocês verão em mim um fruto daquilo que plantaram.
Muito obrigado papai, mamães, por tudo o que fizeram por mim.
(Educação: A solução está no afeto, Gabriel Chalita, 2001)
quarta-feira, 23 de junho de 2010
ENSAIO SOBRE A DEPRESSÃO

Fazer um relato sobre a depressão sem contudo parecer alarmista, parece-me tarefa pouco satisfatória e difícil, pois o próprio estado em que uma pessoa se encontra durante os surtos depressivos, por assim dizer, já demonstram a sua gravidade. A depressão não é, como sugerem alguns, um estado meramente causado por fatores externos, posto que suas causas têm origem em alterações psíquicas e fatores internos em que pese alguma fragmentação emocional, onde os fatores externos funcionam tão somente como agentes desencadeantes. Partindo-se do pressuposto do conceito de saúde como o estado de bem estar bio-psico-social e não apenas a ausência de doença, vê-se logo que a depressão altera a bioquímica do organismo, corrói o psiquismo do indivíduo e retira-o de seu convívio social – prova cabal da doença instalada. Nota-se atualmente aumento considerável de pessoas apresentando quadros depressivos de certa monta, porém isso não significa aumento simples de casos, mas sim maior critério na avaliação e na classificação da patologia. As chamadas Síndromes Depressivas podem ser agrupadas, de acordo com sua sintomatologia, da seguinte forma: depressão endógena, involutiva, reativa, neurótica e sintomática. Entende-se síndrome depressiva endógena os quadros onde haja pré-disposição ou fatores hereditários eclodindo, de maneira geral, com ou sem problemas de desordem emocional ou social, com tendências à recidivas em qualquer momento da vida. As depressões involutivas acometem mais as pessoas da terceira idade na andropausa e na menopausa, onde existe a curva descendente da vida. Já as depressões reativas são ocasionadas por perdas afetivas de grande monta, ou de algo significativo. As depressões neuróticas manifestam-se de maneira mais suave, embora de certa gravidade, oriundas de tristeza profunda, fraqueza global e sentimentos de inferioridade. E, por fim, os quadros de depressão sintomática, que aparecem no decurso de alguma doença física – ou psíquica.
Encontramos os Transtornos do Humor, descritos na Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da CID-10 (Classificação Internacional das Doenças), relacionando a depressão como um conjunto de sintomas observáveis clinicamente satisfazendo aos técnicos, porém pouco adiantando ao paciente encontrado exaurido no mais profundo de suas entranhas. Segundo relato de alguns pacientes, a depressão retira das pessoas a sua humanidade, transformando-as em um amontoado de sintomas ruins, indesejáveis e com sentimento de absoluta insignificância, sendo preferível a existência de uma doença física ao estado depressivo. A qualquer custo, a pessoa que apresenta um episódio recorrente de depressão quer se ver livre dele o mais rápido possível, mesmo que para isto apele para a transmutação da dor psíquica em física, numa transformação clara da dor subjetiva na dor objetiva. Falta amor, sobra autopiedade, numa demonstração constante de necessidade do afeto propiciando acalento e retomada da auto-estima, bastante rebaixada.
Ao adoecer-se fisicamente há a comprovação da existência de uma anomalia concreta, porém a doença mental causa desespero pela sua abstração, sendo a dor psíquica provavelmente a pior dentre as relatadas. Como descreve Adriano, a seu amigo Marco, “Dizer que meus dias estão contados nada significa! Assim foi sempre. E assim sempre será para todos nós. Mas a incerteza do lugar, da ocasião e do modo, incerteza que nos impede de ver distintamente esse fim para o qual avançamos inexoravelmente, diminui para mim à medida que progride minha mortal enfermidade” (Memórias de Adriano, Margherite Yourcenar), o fragmento aqui reproduzido demonstra o trato dado às enfermidades físicas, por estarem ali todo o tempo mostrando a sua cara, de maneira mais aparente (pode-se interpretar este trecho como o relato da depressão sintomática). Diferente disso, Lou Andreas-Salomé descreve em seu Hino à Morte a dor da perda, da própria vida, a seu bem amado, onde certamente habitará a dor psíquica (onde podemos associar a depressão reativa):
Talvez seja esta a angústia profunda que assombra o deprimido, demonstrando claramente a necessidade de ser amado, reconhecidamente, mesmo após a sua morte, real e simbólica, pois em vida vislumbra muito pouco do que significam seus afetos. A depressão é, de certa forma, a incapacidade de amar a si mesmo e ao outro, como se nada mais pudesse haver após a sua chegada, nem existir antes dela. A depressão leva embora tudo quanto uma pessoa mais precisa preservar em si mesma: a auto-estima, o amor próprio, tudo quanto mais admira em sua vida, a alma enquanto essência.
Com os avanços da ciência, o paciente de depressão tem hoje a seu alcance uma gama muito grande de medicamentos que o coloca em sintonia com a realidade, devolvendo-lhe a sanidade e o discernimento. A escolha é importante ao depressivo, pois o simples fato de poder voltar a escolher entre duas coisas já o torna mais próximo de sua normalidade. Juntamente com a depressão, a sensação de depender do outro torna-se evidente, pois tarefas simples se agigantam impedindo sua realização, isto provoca momentânea incapacidade de decidir até mesmo o uso de uma roupa em detrimento de outra. A sensação de impotência, aliada a de dependência, torna as pessoas mais desgastadas emocionalmente, empurrando ainda mais sua auto-estima para baixo. A sensação descrita por algumas pessoas é a de queda livre de um penhasco, onde a morte é simbolizada pela perda de controle sobre si mesmo, fragmentando e aniquilando o eu interior.
Existe atualmente uma multiplicidade de tratamentos oferecidos aos portadores de depressão, denotando-se a visão holística ao se olhar para o paciente, que vão desde as terapias químicas e psicoterapias até as alternativas pouco ortodoxas e de eficácia questionável do ponto de vista mormente científico. Apesar disso, o paciente que vê sua vida enlutada, como se todas as horas fossem noites de trevas, busca uma luz no fim do túnel que possa devolver-lhe a sanidade perdida, não obstante a mera diminuição dos sintomas apresentados já lhe seriam de grande valia. Fatualmente é necessário levar-se em consideração que todas as alternativas são válidas, muito mais o conjunto delas, pois o paciente necessita urgentemente recuperar a si mesmo dentro de seus próprios padrões de normalidade; numa visão holística em que os fatores biológicos, psicológicos, sociais e espirituais sejam preponderantes dentro do tratamento oferecido. As alternativas terapêuticas são necessárias, bem como a inserção da terapia química, visando a melhoria da química cerebral (por meio de seus neurotransmissores) e reequilibrando o aparelho psíquico, tornando a aceitação dos tratamentos mais consistente, com melhoria da qualidade de vida; lembrando sempre a importância do tratamento multiprofissional. Assim como a intervenção medicamentosa é importante a bem do funcionamento neurológico, o acompanhamento em psicoterapia se faz necessário, pois contribui na formação de um novo modelo de convivência ao paciente, que necessitará dele para as recidivas certeiras, numa espécie de mecanismo de auto-proteção desejável, contribuindo, inclusive, a evitar prováveis tentativas de suicídio.
“Eu tenciono te levar comigo; guiar-te-ei na região do eterno sofrimento. Ali, ouvindo gritos lancinantes, verás almas antigas, na amargura suplicar segunda morte em altos brados.”, relata Dante em A Divina Comédia. Há que se levar, sempre, em consideração a iminência do suicídio – segunda morte, tomando-se como primeira a psíquica – pois a falência psíquica poderá levar a tal ato, embora a casuística demonstre certo decréscimo na ocorrência em pacientes com acompanhamento medicamentoso e psicológico. Neste quesito é bom sempre evidenciar a necessidade de terapia química em qualquer nível de depressão, por mais adversas que possam ser as reações frente a seu uso, sintomas importantes podem ser aliviados sob tal intervenção, bem como as psicoterapias, ou terapias da fala.
Dentro do leque de alternativas para o tratamento, é importante o despertar das crenças do paciente deprimido, sendo observadas alterações significativas de humor quando são levadas em consideração as reais crenças, principalmente as religiosas. É para nós relevante perceber o quanto as crenças do paciente em tratamento favorecem a dispersão de sua atenção no tocante a continuidade dos cuidados, observando que algumas religiões preconizam o abandono do tratamento, principalmente os da ordem de transtornos mentais e de comportamento, atribuindo a tal disfunção fatores externos ao indivíduo, levando o paciente a uma recusa do tratamento proposto. Em tais casos a observação e a pontuação destas atitudes torna-se premente, sob pena de recidivas cada vez mais densas e difíceis de serem recuperadas. A recuperação de um paciente depende, quase que integralmente, do menor tempo que estiver imerso na intensidade de emoções e sentimentos de sofrimento.
Existe um sem número de alternativas no tratamento da depressão que vão desde os tratamentos mais ortodoxos aos mais esdrúxulos, mas é importante perceber que se está diante de uma doença e como tal de significado e seriedade muito mais complexa do que pode ser olhada por algumas pessoas menos avisadas. Em se tratando de uma doença cíclica, pode-se creditar alguma melhora eventual na condição geral do paciente a qualquer intervenção, mas é necessário critério na escolha do tratamento. A associação medicina, por meio da terapia química, e psicologia, com as chamadas terapias da fala e psicoterapias, ainda são as alternativas mais eficazes, podendo a elas serem acrescidos outros tratamentos complementares, mas não ao contrário. No tratamento da depressão, assim como em outras patologias, é necessário deixar o curandeirismo de lado e procurar profissionais habilitados e capacitados, pois eles poderão diagnosticar com precisão, adotando as melhores condutas e formas de intervenção.
(texto por mim escrito em 2004 e revisado em 2009 para discussão sobre o tema em aula na FSP - Avaré, onde sou docente)
domingo, 20 de junho de 2010
TRECHO DE LIVRO
"Como um adulto funcional com Síndrome de Asperger, uma coisa me preocupa profundamente sobre aquelas crianças que escolheram a segunda porta. Muitas descrições do Autismo e Asperger descrevem pessoas como eu 'não querendo contato com outras pessoas' ou 'optando por brincar sozinhas'. Eu não posso falar em nome de outras crianças, mas gostaria de ser muito claro sobre meus sentimentos: Eu nunca quis ficar sozinho. E todos aqueles psicólogos infantis que disseram 'John prefere brincar sozinho' estavam completamente errados. Eu brincava sozinho porque não conseguia brincar com outras crianças. Eu estava sozinho como resultado de minhas próprias limitações, e estar sozinho foi uma das mais amargas decepções da minha vida, quando criança. A dor aguda daqueles primeiros fracassos me seguiu durante a idade adulta, mesmo depois que eu aprendi sobre Asperger."segunda-feira, 14 de junho de 2010
BISPO PEDIR MAIS CEDO, O MAIOR CAÇA-NÍQUEIS DO PAÍS

quarta-feira, 9 de junho de 2010
PIMBA NA GORDUCHINHA

Você gosta de futebol? Sim? Não? Não importa, pois todos somos afetados diariamente por ele, goste, ou não. Bem, agora, para quem gosta - e quem não gosta também - vai ter overdose de futebol: chegou a copa do mundo de futebol.
sábado, 5 de junho de 2010
PHANTOM OF THE OPERA
terça-feira, 18 de maio de 2010
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA - principais pontos da lei Maria da Penha

1. Se aplica à violência doméstica que cause morte, lesão, sofrimento físico (violência física), sexual (violência sexual), psicológico (violência psicológica), e dano moral (violência moral) ou patrimonial (violência patrimonial);
1.1.No âmbito da unidade doméstica, onde haja o convívio de pessoas, com ou sem vínculo familiar, inclusive as esporadicamente agregadas;
1.2.No âmbito da família, formada por indivíduos que são ou se consideram aparentados, unidos por laços naturais, por afinidade ou por vontade expressa.
1.3.Em qualquer relação íntima de afeto, na qual o agressor conviva ou tenha convivido com a ofendida, independentemente de coabitação;
2. Se aplica também às relações homossexuais (lésbicas);
3. A ofendida não poderá entregar intimação ou notificação ao agressor;
4.Quando a agressão praticada for de pessoa estranha, como por exemplo vizinho, prestador de serviço ou médico, continuam os velhos TERMOS CIRCUNSTANCIADOS;
5. Garantir proteção policial, quando necessário, comunicando de imediato ao Ministério Público e ao Poder Judiciário;
6.Informar à ofendida os direitos a ela conferidos;
7. Feito o registro da ocorrência, deverá a autoridade, de imediato:
7.1. Ouvir a ofendida, lavrar o boletim de ocorrência e tomar arepresentação a termo, se apresentada;
7.2. Colher todas as provas que servirem para o esclarecimento do fato;
7.3. Remeter no prazo de 48 horas expediente apartado ao juiz com o pedido da ofendida, para a concessão de medidas protetivas;
7.4. Expedir guia de exame de corpo de delito e exames periciais;
7.5. Ouvir o agressor e testemunhas;
7.6. Ordenar a identificação do agressor e juntar aos autos sua folha de antecedentes;
8. O pedido da ofendida deverá conter: qualificação da ofendida e do agressor, nome e idade dos dependentes, descrição sucinta do fato e das medidas protetivas solicitadas pela ofendida, e cópia de todos os documentos disponíveis em posse da ofendida;
segunda-feira, 3 de maio de 2010
PEQUENO PRÍNCIPE - uma obra completa para os sentimentos

sexta-feira, 30 de abril de 2010
ALEGRIA

A alegria é sempre contagiante e as pessoas mais alegres certamente vivem mais, ou ao menos mais leves e de bem com a vida.
sábado, 17 de abril de 2010
NOVIDADE
sábado, 3 de abril de 2010
PÁSCOA

Páscoa é renascimento...
É passagem...
É mudança e transformação...
É ser novo um mesmo ser
Que recomeça pela própria libertação.
Fica para trás uma vida cheia de poeira
E começa agora um novo caminhar
Cheio de luz, de fortalecimento,
Esperanças renovadas,
E um arco-íris rasga o céu
E parece balbuciar que Jesus ressurgiu
para nos provar que o amor
incondicional existe, assim como a vida eterna.
Feliz Páscoa!
sábado, 27 de março de 2010
SENTENÇA
domingo, 21 de março de 2010
quarta-feira, 17 de março de 2010
segunda-feira, 15 de março de 2010
REFLEXÃO
sábado, 27 de fevereiro de 2010
NOSSA AULA - 2
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
EU QUERO É BOTAR, MEU BLOCO NA RUA...

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
NOSSA AULA
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
COMPORTAMENTO

Não sou Flamengo, não tenho uma nega chamada Tereza, mas em fevereiro... tem Carnaval. Aliás, tem muito mais que Carnaval. As aulas recomeçam, as férias terminam, até nas igrejas as pessoas já estão voltando (como se Deus por acaso tirasse férias), mas aos poucos a vida volta ao normal.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
FAMÍLIA PERFEITA

Há pessoas que se orgulham de ter a família perfeita, com filhos perfeitos, na casa perfeita e vivem se enganando quanto a perfeição da vida. Acredito que não haja nada completamente perfeito, posto que aquilo que é perfeito não precisa de nenhuma mudança, ou alteração. Isso não existe! O que existe são pessoas que buscam no cotidiano da vida melhorar a sua condição de vida, isso é o normal.
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
BOAS FESTAS
sábado, 5 de dezembro de 2009
Suzane Von Richthofen é dissimulada, diz laudo técnico

(Segundo psicólogo, pessoa dissimulada esconde a verdade emocional. MP protocolou parecer contrário a sua transferência ao semiaberto.)
Um laudo criminológico elaborado por dois psiquiatras, dois psicólogos e uma assistente social indica que Suzane Von Richthofen, ré confessa do assassinato dos pais, é dissimulada. O Ministério Público de Taubaté protocolou na Justiça um parecer contrário à transferência da jovem ao regime semiaberto.
Segundo o psicólogo Gilberto Rodrigues, a pessoa dissimulada esconde a verdade emocional. “Quando ameaçado, toda essa bondade, esse carinho, ficam em segundo plano e ela age descontroladamente”, afirmou.
As opiniões dos autores do laudo, porém, diferem quanto à periculosidade de Suzane. Os psiquiatras concluíram que a acusada não tem doença mental que ofereça perigo; já a assistente social e os dois psicólogos foram contra a saída dela da prisão. Conforme parecer da penitenciária, Suzanne é considerada uma presa exemplar.
Tanto o laudo como o parecer haviam sido pedidos pelo promotor do caso, Paulo José de Palma. “Nós apreciamos não apenas o trabalho técnico, mas apreciamos os antecedentes dos crimes, a forma como os crimes foram cometidos, e o comportamento da executada após os delitos”, disse.
Após essa análise, o promotor afirma ser contra a transferência de Suzane para o regime o semiaberto.
Penitenciária
Condenada a 38 anos de prisão, Suzane está presa há quase seis anos. Funcionários da penitenciária onde ela cumpre pena disseram ao programa Fantástico, da TV Globo, que ela apresenta bom comportamento. “Não se envolve em nenhum problema dentro da cadeia, não é fofoqueira, não é nada. Tranquila, na dela. Trabalha todo dia, o dia inteiro e ajuda também em outras áreas quando é necessário”, revela.
O trabalho na fábrica de roupas da penitenciária contribui para reduzir a pena de Suzane. Nas contas da Justiça, ela já cumpriu um sexto da condenação, tempo mínimo para ter direito ao regime semiaberto. Mas para conseguir o benefício, Suzane ainda tem de passar por um outro teste: um laudo criminológico feito por técnicos do estado e um parecer do presídio com um relatório das pessoas que convivem com ela. (retirado do site G1)
Este texto foi postado para que nós, psicólogos, possamos refletir sobre a importância de nosso papel e de primarmos pela melhor formação dos profissionais da psicologia. Nossa formação tem que se adequar aos novos campos de atuação, pois a psicologia pode ajudar a manter longe da sociedade indivíduos que não têm como conviverem com outras pessoas, neste caso os dissimulados. Obviamente que também a psicologia serve para comprovar outros aspectos que podem favorecer o indivíduo.
O ofício do psicólogo hoje ultrapassa as fronteiras do setting terapêutico, podemos atuar em todos os lugares em que o ser humano também esteja, nosso foco é o comportamento.

